(0) Commentimartedì 24 gennaio 2012
O Evangelho e Lucia - Domingo, 29 de janeiro de
2012
Quarto Domingo do Tempo Comum - Ano B
Do Evangelho de Jesus Cristo, segundo S. Marcos 1,
21-28
Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na
sinagoga e começou a ensinar.
Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como
quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
Estava então na sinagoga um homem possuído por um
espírito mau. Ele gritou: "Que queres de nós, Jesus
Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu
és o Santo de Deus".
Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele!"
Então o espírito mau sacudiu o homem com
violência, deu um grande grito e saiu.
E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "O
que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele
manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!"
E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a
região da Galileia.
A potência da palavra
Depois da sua morte, mesmo quem tinha perdido a fé nele,
como os dois de Emaús, continuavam a lembrá-lo
"potente em obras e em palavras".
Esta potência marca o início da ação
pública de Jesus. Uma força que habita o que
de mais frágil pode aparecer: a palavra. Aquele
imperativo e fascinante "Segue-me", pronunciado nas margens do
lago, tinha transformado a vida de alguns pescadores. Agora a
potência da palavra de Jesus de Nazaré expulsa o mal
que existe dentro de cada um de nós.
É quanto acontece em Cafarnaum, no primeiro sábado
do agir de Jesus. Após ter entrado na sinagoga, a palavra
com a qual comenta a Sagrada Escritura abala e impressiona
fortemente os ouvintes. Nunca ninguém falou assim com tanta
autoridade. Não é o dizer de quem fala por
profissão, como os escribas. É uma palavra
que não dá informações, mas que
transforma.
Não se refere nada sobre aquilo que Jesus disse. O que
sabemos é aquele pouco que S. Marcos nos lembrou antes:
"Anunciava o Evangelho de Deus".
É a potência da boa notícia que enche de
espanto quantos estão presentes na sinagoga. É ainda
a mesma maravilha de Maria, dos pastores, dos Magos, de Zaqueu...,
de todos aqueles que nunca teriam imaginado que a bondade de Deus
se tornasse assim tão próxima.
Uma terrível, e insuficiente, profissão de
fé
Todavia, existe alguém que não pode tolerar um tal
anúncio; para ele aparece só como "ruína".
Assim declara, na sinagoga, o homem possuído pelo
espírito do mal. Quem sabe quantas outras vezes tinha ido
àquele lugar de culto, todavia tinha permanecido como antes,
com o mal aninhado no profundo do seu ser. Agora porém
uma palavra nova e cheia de energia o está liberando
daquela presença diabólica. Ele sabe quem
é aquele que o levará à ruína e o
declara:"Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus".
Terrível profissão de fé! O demônio
também sabe quem é Deus, mas não se entrega a
Ele. Não basta uma fé em que se crê
só com a mente, se não for ao mesmo tempo uma
confiança voltada para Deus, com todo o nosso
ser.
Nunca nos devemos esquecer, quando afirmamos que sabemos da
existência de Deus: não é suficiente. Só
quem acolhe com alegre admiração a palavra do Senhor,
experimenta a presença libertadora do Amor.
É excessivo afirmar que nas nossas comunidades, nas
nossas missas, nós estamos habituados à palavra de
Deus? Até nos parece que já sabemos tudo
sobre Deus. Reivindicamos as "raízes cristãs, mas os
frutos são aqueles do "tédio de sermos
cristãos sempre, é aquilo que é novamente
perceptível" (Bento XVI).
Lucia não era com certeza uma "funcionária
de Deus"
Lucia tinha-se deixado dominar pela potência da palavra de
Jesus. Não era uma "escrivã" da palavra, não
falava como tantos "funcionários de Deus". Existe quem ainda
se lembre como ela explicava a paixão de Jesus às
crianças da catequese. Algum de entre eles teria revelado,
um dia, a impressão profunda recebida, bem diferente da
descontada pregação de algum sacerdote.
Poucas semanas antes de morrer, na última circular enviada
às voluntárias, terminava com o convite para que
aprendessem de cor Gv 15, 9-17. Naquele seu testamento Jesus
garantia que tinha dito todas as suas palavras "para que a minha
alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena".
Pe. Antonio Guidolin