Piccolo Rifugio Onlus
Mamma Lucia Fondatrice del Piccolo Rifugio ONLUS
Residenze per disabili
Piccolo Rifugio: sette case che sono anche famiglia per circa cento persone con disabilità, in tutta Italia. Fondatrice: la serva di Dio Lucia Schiavinato.
> Home > News > O Evangelho e Lucia – Domingo, 29 de janeiro de 2012
O Evangelho e Lucia – Domingo, 29 de janeiro de 2012
(0) Commenti

martedì 24 gennaio 2012

O Evangelho e Lucia - Domingo, 29 de janeiro de 2012

Quarto Domingo do Tempo Comum - Ano B

 

Do Evangelho de Jesus Cristo, segundo S. Marcos 1, 21-28

Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.

Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: "Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus".
Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele!"
Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.
E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!"
E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.


A potência da palavra

Depois da sua morte, mesmo quem tinha perdido a fé nele, como os dois de Emaús, continuavam a lembrá-lo "potente em obras e em palavras".
Esta potência marca o início da ação pública de Jesus. Uma força que habita o que de mais frágil pode aparecer: a palavra. Aquele imperativo e fascinante "Segue-me", pronunciado nas margens do lago, tinha transformado a vida de alguns pescadores. Agora a potência da palavra de Jesus de Nazaré expulsa o mal que existe dentro de cada um de nós.
É quanto acontece em Cafarnaum, no primeiro sábado do agir de Jesus. Após ter entrado na sinagoga, a palavra com a qual comenta a Sagrada Escritura abala e impressiona fortemente os ouvintes. Nunca ninguém falou assim com tanta autoridade. Não é o dizer de quem fala por profissão, como os escribas. É uma palavra que não dá informações, mas que transforma.
Não se refere nada sobre aquilo que Jesus disse. O que sabemos é aquele pouco que S. Marcos nos lembrou antes: "Anunciava o Evangelho de Deus".
É a potência da boa notícia que enche de espanto quantos estão presentes na sinagoga. É ainda a mesma maravilha de Maria, dos pastores, dos Magos, de Zaqueu..., de todos aqueles que nunca teriam imaginado que a bondade de Deus se tornasse assim tão próxima.

Uma terrível, e insuficiente, profissão de fé

Todavia, existe alguém que não pode tolerar um tal anúncio; para ele aparece só como "ruína". Assim declara, na sinagoga, o homem possuído pelo espírito do mal. Quem sabe quantas outras vezes tinha ido àquele lugar de culto, todavia tinha permanecido como antes, com o mal aninhado no profundo do seu ser. Agora porém uma palavra nova e cheia de energia o está liberando daquela presença diabólica. Ele sabe quem é aquele que o levará à ruína e o declara:"Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus". Terrível profissão de fé! O demônio também sabe quem é Deus, mas não se entrega a Ele. Não basta uma fé em que se crê só com a mente, se não for ao mesmo tempo uma confiança voltada para Deus, com todo o nosso ser.
Nunca nos devemos esquecer, quando afirmamos que sabemos da existência de Deus: não é suficiente. Só quem acolhe com alegre admiração a palavra do Senhor, experimenta a presença libertadora do Amor.
É excessivo afirmar que nas nossas comunidades, nas nossas missas, nós estamos habituados à palavra de Deus? Até nos parece que já sabemos tudo sobre Deus. Reivindicamos as "raízes cristãs, mas os frutos são aqueles do "tédio de sermos cristãos sempre, é aquilo que é novamente perceptível" (Bento XVI).

Lucia não era com certeza uma "funcionária de Deus"

Lucia tinha-se deixado dominar pela potência da palavra de Jesus. Não era uma "escrivã" da palavra, não falava como tantos "funcionários de Deus". Existe quem ainda se lembre como ela explicava a paixão de Jesus às crianças da catequese. Algum de entre eles teria revelado, um dia, a impressão profunda recebida, bem diferente da descontada pregação de algum sacerdote.
Poucas semanas antes de morrer, na última circular enviada às voluntárias, terminava com o convite para que aprendessem de cor Gv 15, 9-17. Naquele seu testamento Jesus garantia que tinha dito todas as suas palavras "para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena".

Pe. Antonio Guidolin

Commenti:
Commenta questa news: